domingo, 17 de janeiro de 2016

O Paraíso, o casamento e a traição



O ACESSO A COQUEIRINHO, A SAGA DE UM PARAÍSO 






Estive ontem na cidade de Conde, mais precisamente na praia de Coqueirinho. O cenário, com sempre é perfeito. A praia sem dúvida, é uma das belas do Brasil.  O mesmo não se pode dizer do acesso.

Em mais um verão, turistas, comerciantes e moradores da região padecem para chegar e principalmente para sair do local. O acesso continua precário. E para piorar a situação, o governo do Estado mais uma vez resolveu tentar fazer o calçamento da ladeira.

Alguns questionamentos surgem:

Por que apenas no período de alta estação é que essa obra foi retomada? Será que ninguém no governo tinha conhecimento prévio de que aumentaria ainda mais o número de pessoas que buscariam o paraíso que é Coqueirinho?

Que empresa é responsável pela obra? Qual o valor investido? Não vi nenhuma placa de sinalização no local, indicando quem conduz a empreitada, qual valor investido e qual previsão de término. 

Em vídeo divulgado pelo comunicador Wagner Assunção, além de ficar claro que nenhum dos profissionais trabalha com equipamentos de segurança, um deles ainda afirma que ninguém tem carteira assinada.  Não estamos diante de problemas trabalhistas?

Constata-se de forma muito simples que a obra em Coqueirinho além de ser retomada em um período de inapropriado, trazendo transtornos aos turistas, moradores e comerciantes da praia, não tem indicações claras quanto a quem é responsável pelo trabalho, quanto ao prazo de conclusão e aos valores investidos.

Além disso, como dito anteriormente, os funcionários estão expostos a riscos em virtude da falta de equipamentos de segurança e, de acordo com o vídeo citado, não tem registro trabalhista. 

Conversei também com a Prefeita Tatiana Corrêa sobre a obra. Segundo a gestora do município, não houve nenhuma solicitação para que a prefeitura prestasse algum auxílio no que diz respeito ao trânsito no local. Tatiana ainda disse que caso necessário, a equipe da Guarda Municipal será disponibilizada para prestar o apoio no local. “Entendo que é dever do município e do estado trabalharem em parceria, em prol da população. Se o Estado solicitar, estaremos prontos a colaborar, de modo a diminuir os transtornos e melhorar a acesso a nossa bela praia de Coqueirinho”. Disse a gestora.

Ainda questionei Tatiana sobre o outro acesso à praia.  Ela afirmou que o município foi contemplando com uma emenda específica para a obra, mas que o pagamento ainda não foi feito pelo Governo Federal, que pela demora na liberação dos recursos, a licença junto a SUDEMA acabou por vencer. 

De acordo com a gestora, na sua última viagem a Brasília, conseguiu trabalhar pela liberação dos referidos recursos, que será preciso solicitar nova licença junto a SUDEMA e que esse processo será retomado na próxima semana, pois a obra só poderá ser retomada dessa forma.

Repito o que disse no início, Coqueirinho é sem dúvida, uma das mais bonitas praias do Brasil. Queira Deus que dessa vez, o Estado conclua as obras da ladeira, e que, ocorra a liberação para que o município também faça sua parte. De modo que o acesso a esse paraíso possa ser digno de suas belezas.


NABOR DECLARA APOIO A MANOEL JUNIOR E ISSO PODE TER DESDOBRAMENTOS EM PATOS




O Deputado Estadual Nabor Wanderley declarou apoio ao nome de Manoel Junior para concorrer à Prefeitura de JAMPA. 

“O PMDB é o maior partido da Paraíba. É muito importante que tenhamos nomes em condições de disputa. Vejo como alvissareira a candidatura de Manoel Júnior, mas isso não é um motivo para interferência na nossa relação administrativa com o Governo do Estado. O PMDB tem o seu candidato em João Pessoa, assim como o PSB deve ter o seu candidato na cidade de Patos concorrendo conosco. Isso é natural na democracia e não impede a nossa boa convivência”, ressaltou Nabor.

Apesar de afirmar que a relação com o Governo do Estado está mantida, as palavras do deputado apontam para sinais de ruptura à vista. Ao menos em Patos, já se fala que o “casamento” está acabando e que o PSB municipal pode contrair “novas núpcias” em breve.

Aliás o próprio Nabor, ao dizer que o PSB pode ter candidatura em Patos, deixa nas entrelinhas a ideia de que a relação realmente anda instável. Será que essa instabilidade vem desde as discussões acerca da criação do TCM? Vocês lembram que o deputado é contrário à criação do Tribunal? 

Ao meu ver, as palavras de Nabor acabam por dar “mais gás” para o surgimento de uma outra via na Morada do Sol. Um novo bloco político composto por PT/PSB/PCdoB, pelos vereadores Sales Junior e Jefferson Melquíades, além de outros nomes, pode acabar se consolidando. 

Se por um lado é legítimo que Nabor manifeste apoio à candidatura própria do seu partido na capital, por outro, é também muito legítimo que o governador prefira apoiar grupos que permanecem fiéis aos projetos girassolaicos (homenagem ao meu amigo Carlos Magno). E no caso específico, apoiar Manoel Junior, antigo desafeto de Ricardo, é praticamente romper com o dono do Jardim dos Girassóis. 

Uma coisa é certa: Nabor não é menino e sabe muito bem fazer o jogo dinâmico da política. Outra coisa é mais certa ainda, Ricardo não tem memória curta e age de modo bastante frio no que diz respeito a consolidação e manutenção de alianças. 

Será que teremos novidades na Morada do Sol?

CÂMARA DE VEREADORES DE SANTA RITA, EXEMPLO A NÃO SER SEGUIDO



A Câmara Municipal de Vereadores de Santa Rita extrapolou todos os limites no que chamo de "A traição com o povo". Em recente matéria publicada no Portal  Primeiras Notícias, foi noticiado que “o número de comissionados da ‘Casa de Antônio Teixeira’ supera em quase de 1500% o total de servidores efetivos. Contra os 10 funcionários efetivos a casa tem 145 apadrinhados políticos.

É gente demais para função de menos. É muito dinheiro sendo jogado em um lamaçal de beneficiamento de interesses sabe-se lá de quem.

O mais interessante é que essa mesma Casa Legislativa tem em sua maioria, vereadores que fazem de tudo para dificultar as ações do governo municipal.

Santa Rita que, sofre nos últimos anos com o terrível revezamento de poder entre o atual prefeito Netinho de Várzea Nova e o ex-prefeito cassado Reginaldo Pereira, tem também que conviver com uma leva de vereadores que não demonstra a menor sensibilidade ao conturbado momento financeiro e político da cidade e que tomados pelo que chamo de “Síndrome do Poder Absoluto”, enchem a Casa Parlamentar de comissionados e com isso, trazem mais despesas ao município e zombam do povo humilde da cidade.

A postura dos vereadores da cidade dos canaviais deve conduzir a população da cidade a refletir sobre quem são os que realmente, ao longo do tempo tem lutado pelo bem de Santa Rita, os que agora tem se postado ao lado do povo e quem sempre teve interesse apenas nas "vantagens".

O que fica evidente agora é que a Câmara de Vereadores de Santa Rita é um belo exemplo. Exemplo a não ser seguido!






Caco Pereira

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O INFERNINHO, A CONFIRMAÇÃO, O JORNALISTA E A JURA DE NABOR

INFERNINHO? NO CONDE OS DEMÔNIOS ESTÃO SOLTOS


          
        Quando eu digo que na política no Conde não se mede as consequências dos atos, ninguém leva a sério.  Hoje fui surpreendido quando recebi em um dos grupos de imprensa, um link de uma matéria em que a Prefeita da cidade é denunciada por ceder um “prédio público” para funcionamento de um “inferninho”.

Antes mesmo de falar com Tatiana Corrêa, fui ver o vídeo “denúncia”.  Algumas coisas me chamaram atenção:

O senhor que ocupa o imóvel diz que lá não funciona “inferninho”, fala inclusive que no local moram suas filhas menores – Mesmo assim, o denunciante afirma que existe a tal “agência diminuta do capeta”.

Uma menor de idade foi filmada e teve sua imagem exposta em situação vexatória. Ou alguém vai dizer que a cena não é um vexame? Alguém irá se pronunciar?

O rapaz que está ocupando o imóvel diz não ter documento de ninguém lhe autorizando a tal prática. Mas o "doce" nome da Prefeita aparece como responsável pela ocupação. 

    Um dos portais do estado publicou a matéria, mas teve o cuidado de “cobrir” a menor de idade, não cometendo o mesmo crime de quem publicou anteriormente.

Procurei Tatiana Corrêa que gentilmente e em sua própria defesa, enviou uma Certidão do Cartório Velton Braga, com informações sobre o referido bem. Segundo o documento o imóvel: NÃO CONSTA nenhuma inscrição de registro do seguinte imóvel: Lote de terreno próprio o n° 09 (nove) e 10 (dez), todos da quadra 66 (sessenta e seis), situado no Loteamento “COLINAS DE JACUMA”, na Praia de Jacumã, Munícipio do Conde.

Quanto a invasão ou não do referido imóvel, cabe a quem for o proprietário, seja ele a Prefeitura, uma empresa, um cidadão comum, enfim, cabe a quem se achar no direito, reclamar pelo bem.

Já no que diz respeito a política do Conde. Repito o que tenho dito há muito tempo. Será necessária uma intervenção mais rígida na cidade, caso contrário, não haverá um “inferninho”, mas um “APOCALIPSE DAY”. 



EU AVISEI QUE ELE NÃO DEPUTA


Outro dia escrevi acerca da pífia atuação parlamentar de um dos deputados estaduais da Paraíba. Na ocasião disse que a excelência não “deputa”.

O “sheksperianismo” tomou conta da situação. Afinal de contas, o homem deputa ou não deputa? O Jornal da Paraíba parece ter dirimido a questão. O homem não deputa coisa nenhuma. Ele é tão atuante, mas tão atuante que, até esqueci o seu nome. Alguém lembra?


DÉRCIO FALOU


Rapaz, meu amigo Dércio Alcântara andou com a língua solta e sua escrita ferina voltada para os lados de Santa Rita. Com um olhar crítico, direto e sem muita preocupação em agradar, Dércio disse que: Soube que lá pela Câmara de vereadores, lugar onde nessa legislatura se respira golpe, traição e extorsão, os de sempre arquitetaram para trazer de volta Reginaldo. Na base do quanto pior melhor, tem uma turma promovendo o achaque ao detentor do cofre da hora. Se forem atendidos, o cara fica até a próxima chantagem. Caso não, promovem o rodízio e o poder tem no pescoço uma faca amolada”.

Alcântara até pode ser chamado de estourado, abusado, bravo, mas não de covarde. Se ele pensa algo ou se tem uma fonte, vai pra cima e publica. Assim sendo, quando Dércio fala de traição, extorsão e de uma tentativa para uma volta de Reginaldo, é bom ficar de olho.


NABOR JURA QUE NÃO


      Terça-feira publiquei que há diversas "coincidências" nas constantes aparições e atuações públicas do deputado Nabor Wanderley em Patos. Disse que comenta-se em todos os cantos da cidade que ele é o candidato do PMDB na Morada do Sol. 
       No dia seguinte recebi um telefonema do deputado, dando contas de que não é candidato em 2016. Prometi ao parlamentar que traria o desmentido. Tá aí. Nabor jura que não é candidato. 
       Mas eu que não tenho nada com isso,e que não cometo crime ao dar opinião, continuo achando que "nesse angu tem caroço. E dos grandes". Acho que "desse mato sai coelho, ops saí candidato". 
       Será? Ele jura que não.




Caco Pereira

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Qual a culpa de Tatiana?



A política do Conde é realmente cheia de horrores e totalmente sem pudores. Atacar vida pessoal, devastar histórias familiares, mentir, denegrir e tudo mais para levar alguma vantagem com a dor e o engano, fazem parecer que na “Terra de Jacoca” tudo pode e nada é feio, imoral ou até mesmo criminoso.

E nessa disputa desvairada pelo poder não se mede as consequências das mentiras e fofocas que são espalhadas para manchar os nomes dos adversários.

A Prefeita Tatiana Corrêa é a bola da vez no quesito receber ataque. Recentemente um cidadão que teve por meio de pessoas ligadas a Prefeitura, uma aproximação com a gestora, acabou por ser preso e indiciado por acusação de pedofilia.

O que Tatiana tem a ver com isso? Em um cenário político normal, nada. Mas no Conde as coisas ocorrem de forma completamente peculiar.  A “Galega” tem sido indagada sobre a prisão do moço, sobre sua ligação com ele.  Foi dito que ele é funcionário da prefeitura. E é óbvio que tentam atacar Tatiana com base no crime alheio.

Se o rapaz é ou não culpado, cabe a justiça decidir, após investigação policial. Mas atribuir a Tatiana ou qualquer outra pessoa com a qual ele teve proximidade, culpa pelos atos dele, é no mínimo falta de respeito.

Algumas pessoas me procuraram falando sobre Tatiana ter pago a fiança para a soltura do rapaz. Mantive contato com ela, questionei sobre sua ligação com o acusado e se ele é funcionário da prefeitura. A gestora prontamente respondeu. Foram essas suas palavras: “Eu o conheci através de amigos em comum. Tenho uma relação de respeito, como tenho com todos os que me são apresentados por pessoas próximas a mim. Nada além disso. Ele nunca foi funcionário da Prefeitura”.

Sobre ter pago a fiança Tatiana foi bem enfática: “Caco, sou avó, quem me conhece de perto sabe o quanto amo crianças e por isso mesmo, por mais que tenha uma relação de respeito com esse moço, jamais pagaria uma fiança em um caso de acusações tão graves”. Falou Tatiana.

O que particularmente vejo é uma política suja, sem escrúpulos e completamente desonesta na cidade de Conde. Esse tipo de ataque fere a dignidade humana e até o bom senso das pessoas. É inclusive incoerente. Se um político não tem muitos amigos é taxado de antissocial. Se tem e algum deles comete algo errado, seu erro termina imediatamente respingar sobre o político.

Aliás, Tatiana já sofre com isso. Quando sua casa está cheia de gente, é taxada de bagunceira, de farrista e outras coisas piores. Se não  tem muitos por perto é dito que se isolou, que não gosta de gente. Ou seja, é difícil ser pessoa pública no Conde.

Pergunto-me:

Quem quer se beneficiar com os ataques a Tatiana?

Quem são os que insistem em denegrir o nome da Prefeita?

Será que alguém que quem tem o passado realmente sujo, com acusações bem piores não tem insistido em atribuir culpas que Tatiana não tem?

Tatiana impõe tanto medo aos seus algozes que agora até seu jeito amigo de tratar a todos, lhe impõe culpa pelos erros alheios?

O que esperam da Prefeita? Que seja amiga e amável com todos ou que seja seletiva e segregadora? 

Uma coisa parece já ter ficado clara: O Conde não sente saudades de ser gerida pelo medo, pelo açoite e pela ameça.


Infelizmente o Conde, assim como nosso Estado precisa amadurecer muito no que diz respeito a sua convivência política. Enquanto as discussões forem tão marginais, empobrecidas de conteúdo propositivo e completamente atreladas a ataques pessoais, a cidade e o estado padecerão. 








Caco Pereira




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

AS PRIMEIRAS DA TERÇA

PARA QUE TÁ FEIO



A frase que melhor se aplica ao momento político em Santa Rita é essa. Ela deveria ser dita de modo bem retumbante aos aliados do ex-prefeito cassado Reginaldo Pereira. Enquanto Netinho parece tentar aos trancos e barrancos melhorar um pouco a vida do povo da cidade dos canaviais, alguns dos nobres (mas nem tanto) vereadores insistem em tentar fazer de tudo para trazer de volta ao poder o ex-prefeito, que repito, foi cassado.

Nessa segunda-feira (04) o Presidente Anésio Miranda, junto com a mesa diretora, através de seus advogados, aproveitando-se do plantão judiciário, ajuizaram ação idêntica àquela, cujo pedido liminar fora indeferido pelo Desembargador Abraham Lincoln.

Novamente o pedido foi negado, desta feita pelo Desembargador José Ricardo Porto.

Qual o interesse tão grande dos senhores vereadores no retorno daquele que eles mesmos depuseram do poder e que de modo flagrante “desgovernava” Santa Rita?

Por que tamanha necessidade de derrubar Netinho?

Se discordam do modo de governar, por que não fazem oposição propositiva e de modo coerente?

Estão com saudades de serem “situação”?

O acesso era maior? Mas era acesso a que mesmo?

Sentem falta de que exatamente?

Não tenho resposta para as minhas próprias perguntas. O que tenho é um conselho direto: PAREM! PAREM, POIS TÁ FEIO!


NABOR, O NEGOCIADOR... OU SERIA O PRÉ?



Imaginem a cena. O ex-prefeito, ex-genro, mas com status de filho da mandatária da cidade, apoiador do governo, chega para assumir o papel de mediador entre os funcionários que ameaçam greve e a Prefeitura.

Obviamente a chegada do Deputado Estadual Nabor Wanderley (PMDB) na assembleia dos servidores públicos municipais da cidade de Patos causou um burburinho, um tremendo disse-me-disse.

A gestão de Dona Francisca só não causa mais reclamação em Patos do que as operadoras de telefonia.

Exatamente nesse cenário, Nabor que é cada dia mais visto em lugares públicos em Patos (não que ele já não os frequentasse, mas que agora, ficou comum demais), participa da mediação de tão importante assunto local, apresenta-se como “O Negociador”.

Não está o deputado começando a ter mais notoriedade que a Prefeita?

Será que, as constantes reclamações acerca do Governo de Mota não têm feito com que o grupo político já queira lançar o deputado como concorrente nas eleições de 2016?



EU AMO JAMPA, MAS NÃO GOSTO DE PICOLÉ DE MANGA



Lucélio Cartaxo anunciou que em 2016 o Picolé de Manga, tradicional bloco do carnaval de Jampa não irá às ruas.

Não demorou para que, como diz um amigo jornalista, a militância “Girassolaica” entrasse em ação e espalhasse suas postagens eivadas de críticas aos irmãos Cartaxo.

Claro que o “EU AMO JAMPA” esteve bem presente em grande parte das críticas.
No final das contas, com o país em crise, mergulhado em uma recessão, parece que em JAMPA, o picolé derreteu.


UM REI, AGORA MAL COROADO QUER DERRUBAR A “CASA ALHEIA”



Não bastasse ter que cantar com “cantores” de talento “duvidoso”, o rei da música brasileira, Roberto Carlos resolveu atacar um pequeno empresário paraibano. Motivo? O nome da imobiliária do rapaz é ROBERTO CARLOS. Ah. Esse também é nome do empresário.

Localizado na linda Jacumã, em Conde, o empreendimento teria que mudar de nome, caso a justiça desse ganho de causa ao cantor.

A justiça não foi injusta e o rei perdeu a ação, mas também uma excelente oportunidade de apenas cantar.

Minha pergunta é: Será que ele vai processar os pais que chamarem seus filhos de Roberto Carlos?







Caco Pereira

domingo, 3 de janeiro de 2016

MAS QUEM PROTEGE A POLÍCIA?



Cresci ouvindo meus pais dizerem que polícia era do bem. Aprendi que policiais não deveriam ser temidos, mas honrados como agentes protetores da sociedade. Meus filhos sempre ouviram e ouvirão de mim que a Polícia existe para proteger e que não há porque temê-la.

Nesse domingo ao sair de um shopping com meu pequeno Matheus (2 anos e cinco meses), ele disse: - Olha papai, um carro da “poliça”. Para papai, para papai. Quero falar com a poliça.

Emparelhei meu carro, baixei os vidros e ouvi o diálogo.

Matheus -  Oi, poliça. Você vai prender bandido?
Policial – (risos) vou sim. E você cresça e estude viu.
Matheus – Xau, poliça. Boa tarde.

O policial com um sorriso de certo modo, contemplativo e grato, sorriu para meu Matheus.  E fomos embora. Encontramos outra viatura numa rua do Valentina, e Matheus acenou com um olhar de admiração, me fez parar o carro, apenas para dar um "xau".

Fui deixá-lo na casa da mãe, ele me abraçou entusiasmado e disse: Papai, papai. Eu tomei sorvete e falei com a Poliça. Poliça prende bandido e protege “mim”, né papai?

Sai de João Pessoa para Patos pensando sobre essa admiração que temos (eu e a mãe dele) plantando de modo justo no coração do nosso filho, com relação aos que entendemos verdadeiramente serem agentes do bem. 

Pensei sobre como a sociedade vê a polícia, como preparamos nossos filhos para tratarem tais autoridades. Mas uma frase de Matheus não saiu da minha mente: Poliça prende bandido e PROTEGE MIM, né papai?”.

É, a polícia existe para proteger mesmo. E é isso que ela faz. Sim, a maioria dos homens e mulheres da polícia, é gente de bem, decente, honesta, guerreira e protetora da sociedade. Existem “almas podres” na polícia? Certamente. Mas onde não? Porém de modo geral, cada paraibano deve ter orgulho da polícia que temos.

A polícia protege, mas quem protege a polícia? Essa outra pergunta tem martelado minha cabeça.

Quem protege esses homens e mulheres guerreiros que lutam, que se doam, se entregam na busca por uma sociedade mais segura?


Hoje li sobre a morte de um sargento da Polícia Militar da Paraíba. Vi diversos depoimentos sobre esse guerreiro, mas me emocionei com as palavras da Sargento Ericka Silva. A jovem militar trabalhou no último ano com o Sargento Sandro. Em suas palavras, assevera que era um homem comprometido com a polícia e que amava a sua família.

Confesso que chorei a morte desse ilustre cidadão. Sim, Sandro era ilustre. Assim o considero, mesmo que não o conhecesse. Ele existiu para proteger. Mas ninguém o protegeu. A sociedade não o cuidou, o Estado não lhe deu segurança.

Sandro é vítima da insegurança contra qual lutou até a morte. Esse ilustre defensor da Paraíba foi vítima do descaso que o Estado mantém ao longo de sua história, para com seus policiais, sejam eles civis ou militares.

Esse guerreiro não morreu em virtude de estilhaços, de erro médico ou mesmo da ação de um bandido apenas. Ele foi morto ao longo dos anos, pela mesma mazela nojenta que tem maltratado a Polícia Militar da Paraíba. O descaso, o descuido, o desamor dos governos (não apenas um, mas vários) para com as policias desse Estado.

Um bandido até puxou o gatilho, mas muitos dão a munição para o ódio quando não ensinam seus filhos a honrarem quem os protege, ao contrário, os amedrontam, ensinando-os desde pequenos a serem inimigos das autoridades, pondo medo;

Um puxou o gatilho, mas muitos armam a cilada da falta de proteção quando mantém um contingente pequeno em face a uma criminalidade tão crescente;

Um puxou o gatilho, mas muitos promovem a tragédia quando não são capazes de prover meios para que esses homens e mulheres trabalhem com decência, segurança e motivação;

Um puxou o gatilho, mas muitos alimentam a insegurança que diariamente mata a polícia, o povo e um estado cada vez mais inseguro, perigoso e insano.

Sandro morreu e com ele, morre um pouco mais da esperança de tantos outros policiais que desejam servir e proteger, mas que nunca são servidos, e, de modo algum se acham protegidos.

Sandro receberá honras, aplausos, tiros para o alto, mas tenho certeza que sua família trocaria tudo isso pelo seu abraço depois de um dia de trabalho.

Até quando vamos ver homens e mulheres de bem que lutam por esse Estado sendo mortos em virtude daquilo que temos construído?

Até quando toleraremos o ódio, a insegurança, a falta de paz, os discursos vazios e mentirosos?

Até quando permitiremo-nos a escravidão do medo e da insegurança?


Como nos protegerão aqueles que não acham proteção?









Caco Pereira