quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

UMA CONVERSA COM MÁRCIA LUCENA, PREFEITA DE CONDE




A prefeita de Conde, Márcia Lucena (PSB) conversou hoje conosco na sede da Secretaria de Trabalho e Ação Social, onde provisoriamente funciona seu Gabinete. Diversos assuntos estiveram na pauta. Falamos desde os motivos que a levaram a decretar estado de emergência administrativa até a relação com o governador Ricardo Coutinho.

Márcia ainda disse que poderá pagar salários atrasados da gestão anterior, mas que cada caso será avaliado individualmente e só pagará àqueles que de fato serviram ao munícipio e falou da relação com a Câmara de Vereadores.

Márcia em todo tempo manteve o mesmo tom de voz e postou-se de modo seguro, mesmo quando falou de assuntos mais complexos, como a situação dos salários em atraso.

LEIA:

CACO - A senhora assumiu a gestão em uma cidade embebida no “caos” administrativo. Sua primeira atitude foi exatamente o decreto de estado de emergência. Até que pontos o Conde está realmente no CAOS?

MÁRCIA LUCENA - O Conde tá no Caos em todas as áreas. Pra você olhar para qualquer aspecto administrativo da cidade você vai encontrar o caos e o abandono instalado. Seja na parte da saúde, com os PSF´s fechados, as ambulâncias que estavam com pneus até o sábado dia 31, no dia primeiro já estavam em cima de toco, sem nenhum pneu. Falta de material como gases, seringas, algodão, coisas básicas para funcionar a saúde, e sem pessoas para trabalhar, pois elas foram demitidas. Os efetivos estavam acostumados a estar em casa há quatro anos, recebendo sem ocupar o cargo porque a prefeita não permitia isso. Então tava em total abandono a saúde; total abandono as escolas, porque recebi várias mensagens de pessoas dizendo que foram matricular os alunos e diziam que não tinha ninguém para efetuar a matrícula, ou mesmo quem estava lá nas escolas dizia que não matriculava enquanto não soubesse se iria ficar trabalhando ou não, ou seja, uma total falta de noção do que é o servidor público. Enfim era uma cidade com uma gestão sem gestor, uma coisa solta, sem rédias, sem controle, sem projeto, sem propósito, sem nada.

Você vai pra área administrativa mesmo, a lei que organizava o corpo administrativo da gestão, é uma lei inconstitucional, porque lá dentro  você tinha a Secretaria de Planejamento, ai tinha Diretor de Seção, Chefe de Seção. Chefe de Seção de quem? De onde? Pra fazer o que? Então isso, uma falha desta na lei a torna inconstitucional e ainda abre espaço para funcionários fantasmas.  Você tem que ter claro qual é a função que vai desempenhar, aonde, qual realmente sua tarefa, para que a população saiba que ali naquela secretaria tem um departamento e tem um cheque que tem essas atribuições. Isso é uma lei administrativa.

CACO – Quais medidas estão sendo tomadas para mudar essa situação?

MÁRCIA LUCENA - Nós corrigimos isso, diminuímos o número de cargos e de secretarias. Hoje temos 14 secretarias, antes eram 21. Dentre elas havia uma que funcionava em João Pessoa, sem a menor necessidade disso. Enfim, estamos tomando medidas para organizar. Fazendo levantamento na CAGEPA, na Energisa, sabendo quais os imóveis que estão registrados lá como sendo da Prefeitura, para organizar a situação de água e de luz, porque a água também estava cortada em muitos prédios.

CACO – A senhora já ideia de valor desses débitos?

MÁRCIA LUCENA - Não. Nós estamos encaminhando estes ofícios para que as fornecedoras se coloquem pra gente ver o tamanho do problema que tem. Mas onde a gente anda escuta que está sem água porque está cortada há tantos meses. Inclusive creches, que não poderia ter sido cortada, mas como na CAGEPA não está informado que o espaço é uma creche, foi cortado.

CACO – No seu discurso a senhora disse que não era tempo de ficar olhando o passado, que não haveria perseguição, frisou que ninguém estaria trabalhando por questão política, mas que cada servidor seria cobrado conforme seu desempenho profissional. O Conde tem uma cultura de duas ou três famílias se revezarem no poder. Márcia Lucena está completamente fora desse eixo familiar. A senhora acha que vai enfrentar dificuldades por isso, por não fazer parte dessas famílias que governaram a cidade?

MÁRCIA LUCENA - Eu acho que não dificuldade por isso. A dificuldade é pelo que isso causou ao munícipio. Esse monopólio, vamos dizer assim, essa soberania dessas pessoas durante tantos anos, isso causou acomodação, vícios, problemas que para a administração pública;  são muito graves, chegam a ser até criminosos, esses problemas que esse tipo de acomodação gera.

Acho que as dificuldades que vou encontrar são administrativas e próprias de mudança de paradigmas. Se você vem mudando a forma de trabalho, é muito comum que apareçam resistências a isso. Então enfrentaremos problemas exatamente com isso, mas é nossa tarefa promover essa mudança, então essa dificuldade não nos assusta não. Agora dizer que é porque não faço parte desses grupos, dessas famílias, acho que não. As pessoas estão cansadas desses grupos e dessa família, a prova foi o resultado da eleição.

CACO – A senhora criticou muito a Câmara de Vereadores na gestão anterior. Parece que a população também entendeu como a senhora, tanto que houve uma renovação enorme. Qual relação se desenha entre a Prefeita e a Câmara atual?

MÁRCIA LUCENA - Então, você falou, teve uma renovação considerável. Isso foi muito bom. E o que a gente tá convidando a Câmara é a aproveitar esse momento de renovação e mudança e agente efetivar de fato renovação de postura, de atitude, de forma de ver o comportamento da Câmara e a responsabilidade da Câmara diante da população. Isso precisa mudar.

Uma Câmara que trabalhava um dia na semana, durante duas horas, e as vezes nem isso. Sem dar satisfação a população de nada do que acontecia. Isso é coisa do passado. Isso não cabe no planeta mais, isso não dá, é simplesmente vergonhoso.  Essa Câmara está a cada dia se comprometendo com uma nova postura. Você vê que eu fiz o “ABRAÇA CONDE”, logo depois das eleições, voltando as comunidades, os vereadores estiveram como cidadãos, independente dos partidos, da caminhada que cada um teve para chegar até ali. Eles compreenderam que o diálogo  com a população é fundamental. Eles pegaram o microfone e se colocaram: Nós vamos ajudar a professora Márcia.  Nós vamos estar lado a lado com a prefeitura, em todos os projetos que forem para o bem da população.

Então isso eu acho que é fundamental, a Câmara ter um olhar crítico sobre a gestão. Não quero abrir mão disso, porque nos ajuda a caminhar melhor, mas a Câmara ter um olhar disponível à população, Isso é fundamental. Querer fazer o seu trabalho é fundamental. Eu acho que a gente não vai ter problemas com a Câmara.
Você vê que a própria lei de reforma administrativa, como a gente não teve momento de transição, a conversa, o diálogo não foi possível, tudo ficou para ser feito imediatamente depois da posse. Então nós conseguimos de duas da tarde até duas da manhã, fazer uma lei bem organizada, uma lei bonita, que eu tenho certeza que vai orgulhar e apresentar o Conde, que é essa lei da reforma administrativa.

E os vereadores tiveram a sensibilidade de votar nessa lei, mesmo sem muito tempo de estudar mais profundamente. Eu vi que eles se colocaram de forma colaborativa, nesse sentido. O que é muito importante, porque não estávamos ali com projetos para benefício próprio. Precisávamos nos organizar para inclusive nomear os secretários. Pois eu disse que não iria nomear secretários com base numa lei inconstitucional.

CACO – A senhora falou sobre a inconstitucionalidade da lei anterior. Pode citar um exemplo?

MÁRCIA LUCENA - O gabinete da prefeita, com Tatiana tinha 27 cargos, sem nenhum sentido, pois não  eram discriminados, não respondiam. Nós mantivemos os cargos, sendo que criamos diversas coordenadorias, como a da juventude, da mulher, da diversidade humana, levamos a guarda pra ocupar um cargo, a defesa civil para dentro do gabinete. Ou seja, nós demos corpo a estes 27 cargos, com pessoas, critérios e atribuições. Agora a população pode abrir o organograma do munícipio e saber que tem fulano de tal lá e ele trabalha com isso. Isso é o começo de entregar a população a gestão pública.

CACO – A senhora recebe a cidade com várias pessoas reclamando de salários atrasados. A senhora vai pagar os atrasados da gestão anterior?

MÁRCIA LUCENA - Primeiro nós estamos chamando, fazendo uma espécie de censo dos efetivos, para suas pastas, para sabermos onde estão, quem são, quais suas competências. Estamos alinhando isso. Todos os problemas de salários atrasados, vamos estudar caso a caso, por exemplo: os prestadores, isso vai ficar muito difícil a gente assumir uma dívida que Tatiana deixou com prestadores se a gente não sabe o serviço prestado por aquela pessoa. Os cargos comissionados também, se você é um “Chefe de Seção”, o que fazia? Quais foram os serviços e as horas prestadas ao munícipio para poder você receber o seu salário?

A gente vai estudar caso a caso, evidentemente o que for correto, justo e adequado, nós vamos fazer o pagamento, mas de fato não é nesse primeiro momento, porque nós não temos a menor ideia do recurso que nós temos ainda, estamos estudando essas contas, não temos a menor ideia de como vamos lidar com essa folha. Agora mesmo estamos entrando praticamente só com os secretários, algumas diretorias e assessorias, para poder “tomar pé” de tudo, a partir desse censo é que vamos saber exatamente qual a realidade do munícipio, o que é que ele tinha sendo praticado de excesso, o que estava desviado disso, porque  tinha muito problema com funcionalismo com desvio de função, então temos uma tarefa muito grande pela frente. O que for dívida concreta e comprovada, nós vamos pagar. Agora, quando isso vai acontecer só vamos saber depois.

CACO – Pela primeira vez o Conde tem uma prefeita realmente ligada ao Governador Ricardo Coutinho, inclusive com uma relação de amizade, foi inclusive Secretária de 
Educação do Estado. Essa relação vai facilitar sua gestão?

MÁRCIA LUCENA - Olha, uma coisa muito importante da gente perceber fazendo a leitura da dinâmica de gestão do Governador Ricardo Coutinho em todo o estado, você pode perceber que ser amigo do Governador não é prerrogativa que vai fazer com que os munícipios avancem. Nós temos vários munícipios ai, em que a disputa política é intensa, mas o apoio no trabalho da gestão é intensa também. O que aconteceu aqui no munícipio do Conde, não é que a prefeita deixou de ser da base do Governador, é que a prefeita não quis, não permitiu o apoio. Várias ações eram pra ter sido feitas aqui e não aconteceram porque a prefeita não permitiu. E o governo do estado não pode simplesmente chegar e atuar no munícipio. Tem toda uma legislação que determina esse tipo de relação, com convênios, pactos, enfim.

Agora o que tem entre Márcia Lucena e o Governador Ricardo Coutinho, é uma relação de conhecimento do conteúdo do projeto político, é o exercício do projeto político. Isso facilita evidentemente. Se nós estamos dentro da mesma lógica de um projeto político, nós sabemos que é um projeto testado e praticado com sucesso em todo estado.
Eu fui parte desse projeto enquanto secretária e agora serei enquanto prefeita. Então a gente sabe os propósitos, sabemos onde queremos chegar, nós temos um planejamento que responde as questões próprias de um governo socialista. Então a gente não sai fazendo ou desfazendo por uma oportunidade, porque quer ou porque gosta. Nós temos metas e propósitos que estão assentados dentro de conceitos socialistas. Essa construção evidente que facilita o trabalho. E também o fato do governador me conhecer enquanto profissional e saber que eu dou conta do recado, saber que sou honesta. Eu lidei com uma secretaria que o volume de recursos é muito maior que o Conde. Eu lidei com um bilhão e meio por ano. O governador sabe que eu nunca trouxe nem um copo ou lápis para minha casa. Então só isso já dá pra ele, eu tenha certeza, preocupado com o desenvolvimento dos lugares, das cidades, dos munícipios, porque é assim que se desenvolve o estado. Já da pra ele um alento, porque sabe que o que for colocar aqui vai ser bem executado, bem feito e vai ter honestidade no processo. Então eu imagino que seja positivo demais nesse sentido. Nós temos os mesmos propósitos, fazemos parte do mesmo projeto político, então isso facilita. 




 Caco Pereira


Imagem: Portal S1

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

INCOERÊNCIA, CONVENIÊNCIA OU APENAS O JOGO?





A adesão do vereador Lucas de Brito (PSL) ao projeto do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) tem rendido um tremendo “mi mi mi”, um chororô desvairado em alguns setores da política pessoense. A situação é tratada como algo surreal, absurdo, coisa de outro mundo, inimaginável...


Sinceramente, o que vejo é muito choro para pouco defunto. Não digo isso menosprezando a adesão. Ao contrário, ela é importante e conveniente para ambos; diga-se de passagem. Mas esse “show” todo é completamente desnecessário. Lucas não foi o primeiro e está longe de ser o último a mudar de lado. Digo mais, não me espantará se ele voltar para onde estava. O choro será na mesma proporção?


Na nossa política não existe isso de incoerência. Aliás, o incoerente mesmo na Paraíba, é ser coerente com plataformas e ideologias partidárias. A política é um jogo, onde as peças se movimentam conforme ritmo da partida. As jogadas são realizadas de acordo com as conveniências e objetivos de cada “jogador”. Ou seja, para Lucas foi mais vantajoso (ele sabe as vantagens, sejam elas políticas ou quaisquer outras) aderir a Cartaxo.


As conveniências e compensações que promovem adesões, voltas e mudanças é que determinam onde cada um fica e por quanto tempo permanece em determinado palanque ou projeto. Alguém pensa diferente?


Em nosso cenário poucos (se é que há) podem reclamar desse jogo. A começar pelos maiores nomes estado. Vamos pensar: Ricardo já esteve contra Maranhão e Cássio. Maranhão já esteve com Ricardo contra Cícero. Cássio já esteve com Ricardo contra Maranhão. Maranhão já esteve com Ricardo contra Cássio e agora está com Cássio contra Ricardo. Ah! E Cartaxo? Bem, já esteve em todos esses palanques também ou os teve no seu.


Em suma, não há nada de surreal na adesão de Lucas, assim como não é surpresa o “ricardismo” Antonio Mineral (PSDB). O que surpreende mesmo é essa sofrência das “viúvas” de Lucas, que teoricamente é um simples vereador.


Estamos apenas começando 2017. Quero ver esse “mi mi mi” quando começarem as adesões, as mudanças, as “traições”, enfim, quando o for dado início a partida “Eleições 2018”.





Caco Pereira


Imagem: Fragmentos Factuais

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O CAOS ADMINISTRATIVO NA GRANDE JOÃO PESSOA




Hoje quero falar um pouco acerca do cenário político-administrativo de algumas cidades da Região Metropolitana de João Pessoa. Salários atrasados, B.O, jogo de empurra, prefeito "estrelinha de Davi" e muito mais. Vamos com um pouco de acidez, mas só um pouco, pois a vida não pode ser muito doce. 

SANTA RITA, OS SALÁRIOS E AS DESCULPAS

O novo prefeito de Santa Rita afirmou que não vai pagar, ao menos por enquanto, os salários atrasados dos servidores.  O ex-prefeito Netinho, afirma que deixou em conta, valores suficientes para pagar 90% dos atrasados. Surgem duas perguntas, uma para cada um:
Panta: A dívida é de Netinho ou da prefeitura?
Netinho: Se existia dinheiro na conta, por que não pagou?
Sejam quais forem as respostas, o que se evidencia é que um pouco de boa vontade poderia e ainda pode resolver a situação

EM BAYEUX, NASCE UMA ESTRELA

Já tem gente reclamando do estilo de Berg Lima em Bayeux. Parece que imprensa não tem “vez”, que o rapaz não dará entrevistas e há quem diga que já virou “estrela”. Mas tão cedo?

ALHANDRA DEU B.O

Pelo que foi publicado nalguns portais do estado, se demorasse mais alguns dias a posse de Renato Mendes em Alhandra, ele não encontraria mais nada na máquina pública. Veículos sucateados, amontoado de lixo e muita bagunça, foram as principais “heranças” recebidas por Renato. Até Boletim de Ocorrência o prefeito teve que prestar.
O que fica dessa história? Parece que tem gente que governa de um modo para nunca mais ser votado.

CONDE, DEPOIS DA QUEDA, COICE

Márcia Lucena decretou estado de emergência no munícipio. A gestora teria encontrado a cidade em um verdadeiro caos administrativo. E aparentemente a terá mais um problema. Comenta-se que os muitos profissionais que ficaram sem receber seus salários na última gestão cogitam uma ação coletiva na busca por receber os atrasados.
Márcia ainda não falou diretamente sobre esse assunto, mas vai acabar tendo que tratar dessa situação nada confortável. E agora?

MAS JÁ? 

Ontem em conversa com uns amigos, ouvi que tem um prefeito da Grande João Pessoa já está com “dias contados”.  Parece que já falam em cassar o homem. Segundo o que me consta, o “cabra” não estaria muito disposto a diálogo com os vereadores e em pouco tempo a coisa começaria a feder, ou na verdade, continuaria fedendo. Será?

JAMPA E O PRESENTE DO ANTECESSOR

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, já começou a gestão exonerando 18 mil servidores para equilibrar as contas e em "obediência" a lei. Fica aqui uma constatação: O antecessor de Cartaxo não estava muito preocupado com o equilíbrio das contas. Pense num abacaxi! Ou seria um picolé azedo?




Caco Pereira


Imagem: Patricks Blog Oficial

domingo, 1 de janeiro de 2017

COM ENORME PARTICIPAÇÃO POPULAR E DISCURSO EQUILIBRADO, MÁRCIA LUCENA ASSUME PREFEITURA DE CONDE

(Foto: Paraíba Já)

         Uma multidão esteve na tarde deste domingo na praça central da cidade de Conde para prestigiar a posse da prefeita Márcia Lucena (PSB) e do vice Temístocles Ribeiro (PEN).  A solenidade entrará para a história da cidade por acontecer em praça pública e contar com grande participação popular, o que parece apontar para o novo modelo administrativo, no qual o povo terá maior  destaque.

Antes da posse Márcia Lucena fez questão de entregar certificados a líderes comunitários que contribuíram com sua campanha vitoriosa, o que segundo a prefeita, simboliza a constante participação popular na construção de dias melhores para o povo do Conde.



         Apresentações culturais fizeram parte da solenidade presidida pelo vereador Ednaldo Barbosa, o Naldo Cell (PT), que mais cedo foi eleito por unanimidade Presidente da Câmara Municipal para o Biênio 2017/2018.

         A Deputada Estela Bezerra (PSB) prestigiou o evento e em sua fala fez questão de destacar a competência da nova prefeita de Conde, bem como sua estreita relação com o Governador Ricardo Coutinho, o que para a deputada, contribuirá para o desenvolvimento da cidade. Estela ainda se comprometeu a “estar perto” da gestão da professora.

         O Padre Severino Mélo que foi um dos grandes articuladores da campanha vitoriosa de Márcia teve o discurso muito aplaudido pelos presentes. Severino que ocupará a Chefia de Gabinete, falou em nome de todos os secretários e ressaltou que o Conde viverá novos tempos com o governo de Márcia e Téo.

         O professor Iveraldo Lucena, pai da prefeita, também foi bastante aplaudido ao falar do fim da “era do chicote” e exaltar um novo tempo de paz na cidade, sob o comando dos empossados.

         O vice-prefeito Téo Ribeiro asseverou o compromisso de governar o Conde junto com Márcia, dando sua contribuição permanente na busca pelo crescimento da cidade.

         Márcia falou em tom firme, porém bastante equilibrado. Não se preocupou em “bater” nos adversários. Disse de modo tranquilo que o passado não deveria ser esquecido, mas que agora era tempo “descer dos palanques”, que será prefeita de todos, independente das bandeiras políticas.

         A prefeita prometeu: “Nada de projetos mirabolantes ou pirotecnia midiática. Façamos do básico o melhor básico da história desse município, garantindo um alicerce seguro para construção dos castelos, que não serão mais de areia, mas de pedra, suor e sangue”, disse.
        



        Caco Pereira
        
        
          

quinta-feira, 9 de junho de 2016

REUNIÃO DA FRENTE TEM COBRANÇA POR LEALDADE DE RC


Lideranças e filiados PT, PSB e PCdoB estiveram reunidos na noite dessa quarta-feira, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Patos. Os três partidos têm se encontrado para conversas em torno de que chamam de Frente Democrática Popular e buscam discutir questões acerca do desenvolvimento da cidade sertaneja e tratam de alianças com vistas às eleições 2016.

Além dos presidentes municipais das legendas, o evento ainda contou com as presenças do presidente estadual do PCdoB, o ex-deputado Simão Almeida e do vice-presidente estadual do PSB, José Lacerda.

Os pré-candidatos a prefeito de Patos Lenildo Morais (PT) e Diogo Morais (PSB) exaltaram o momento, avaliando-o como positivo em um momento em que a cidade discute as eleições 2016. De acordo com Diogo, o PDT já foi convidado e pode vir a participar da frente também. 

As falas foram sempre muito coerentes  no sentido de defender um governo popular em Patos, bem como em defender o governo da presidente afastada Dilma Rousseff, tratando como golpistas os responsáveis pelo seu afastamento. 

O momento mais forte da noite foi protagonizado pela presidente municipal do PT Véria do Sindicato, que exaltou o papel do PSB local, mas cobrou uma postura leal do diretório estadual dos socialistas em relação a disputa eleitoral em 2016. Véria lembrou quem esteve ao lado do então candidato Ricardo Coutinho em 2014 e quem manteve postura oportunista.

Véria do Sindicato rechaça aliança PSB - PMDB

Depois do discurso de Véria, o que fica no ar é:  pode-se esperar reciprocidade do PSB estadual? Saberá Ricardo Coutinho responder positivamente ao apoio anteriormente dado pelo PT? Terá o diretório municipal da legenda alguma autonomia de decisão ou a ordem virá de "cima"?




 Caco Pereira




segunda-feira, 6 de junho de 2016

UM POUCO DO CONDE







Sempre que escrevo sobre o Conde e sua política quase surreal, recebo uma avalanche de mensagens, de elogios, de reclamações, de xingamentos e por aí vai. Claro que no final das contas ninguém fica muito satisfeito com que escrevo. Afinal, “todos” os pré-candidatos afirmam que não desistem da disputa e se consideram favoritos. Por assim se considerarem, esperam que eu pense o mesmo e mais, afirme categoricamente que todos são favoritos.

Resolvi passar alguns dias ouvindo pessoas que apóiam alguns dos pré-candidatos para tentar passar uma visão mais abrangente do cenário. O objetivo é reproduzir resumidamente o pensamento deles  e extrair a partir das suas informações, aquilo que em MINHA OPINIÃO representa o momento político para o Conde.

ANTES UM ESCLARECIMENTO – Publiquei nodia 30 próximo passado, a informação de que o PMDB estaria prestes a desistir de candidatura própria para apoiar e indicar o vice de Sandra Ribeiro. A decisão partira do Senador José Maranhão, e teria como grande motivo, o impedimento jurídico do atual pré-candidato Aluísio Régis de concorrer nas próximas eleições. O empresário Eduardo Cassol, um dos líderes da pré-campanha de Aluísio rechaçou completamente essa possibilidade e garantiu a pré-candidatura.

AGORA VAMOS ANDAR...

O entendimento mais comum é que Aluisio Régis (PMDB), Tatiana Corrêa (PTdoB) e Sandra Ribeiro (PSDB) disputam mais fortemente a prefeitura. Mas houve quem colocasse Márcia Lucena (PSB) como alguém que cresceria dentro do processo, abrindo espaço para uma quarta força nessa disputa.

Há porém, quem afirme de forma muito categórica e com certo embasamento jurídico que a situação de Aluísio Régis é muito complicada e que ele não será candidato, cabendo ao ex-prefeito apoiar alguém e até indicar o vice, ou ainda, sair da cena política do Conde definitivamente.

Os aliados do ex-prefeito Aluísio Régis garantem quem ele será candidato, já as pessoas mais ligadas a Sandra dizem que a banda não toca bem nesse ritmo, que o “Saruê” do PMDB é Maranhão e a ordem é outra.  

Ouvi quem afirmasse que Sandra e Junior Rodrigues (DEM) seriam ótimos vices. Mas que Junior não abriria mão de modo algum, mesmo sabendo que não tem chances de ser eleito em 2016, pois estaria plantando as sementes para 2020 (JÁ DISSE QUE CONCORDO PLENAMENTE COM ESSA IDEIA).  Já Sandra, de acordo com minhas fontes, ou é candidata a prefeita ou não disputa nada.

Sobre Edinho Mendes (PRB), Naldo Cell (PT) e Marilene do Cartório (PSC) ouvi que não emplacam suas candidaturas. Que Edinho vai apoiar uma eventual candidatura de Aluísio, que Naldo e o PT podem seguir o Padre Severino Mélo e apoiar Márcia (particularmente acho isso bem difícil, já que a sofrência aí é grande) e que Marilene é uma incógnita.

Há ainda os que advogam a causa da inelegibilidade de Tatiana, mas seus aliados garantem a total tranqüilidade em relação a queda da imputação de culpa em processo que, de acordo com seus aliados, já deveria ter sido dado como prescrito.

Claro que  cenários sem Aluísio e Tatiana devem ser conjecturados, mas sinceramente creio que se por um lado, a prefeita precisa reverter uma situação judicial que me parece menos complicada, por outro, o ex-prefeito encontra maiores dificuldades e ele sim, pode ficar de fora. Mas no final das contas, acredito que ele registra candidatura e vai para a disputa, porém já não com a força que tanto dizem que ainda tem.

Caso ambos não sejam candidatos, surge Luzimar Nunes, atual presidente da Câmara, como candidato da Prefeita. Já o ex-prefeito não teria indicado e se ficaria de fora, sucumbiria de vez. Mas reafirmo, continuo acreditando na  concretização das duas candidaturas.

Por fim...

Interessante são as pesquisas que já "passeiam" pela cidade. São de consumo interno e não se pode publicizar – Claro!  Nelas Sandra aparece em terceiro ou quarto lugar, mas tem um dos menores índices de rejeição, o que lhe dá boas possibilidade de crescimento. Aluísio que aparece em primeiro é o mais rejeitado, seguido de Tatiana. Mas a prefeita tem diminuído grandemente os índices dessa rejeição e feito crescer o número dos que aprovam o seu governo.

Nas consultas que me foi dado conhecimento, Tatiana aparece com mais de 15 pontos,  em algumas, esses números são bem maiores que isso.  E apontam para um cenário em que a prefeita cresce com o afunilamento da disputa.

Lhes digo uma coisa simples: Se Tatiana aparece com pontuação tão significativa mesmo em meio a uma avalanche de ataques enraivecidos de uma oposição tipo metralhadora giratória que atira a todo tempo e para todos os lados, sem refletir quem será atingido pelas suas balas, reafirmo o que venho dizendo: TATIANA SERÁ REELEITA!
           
            Bem, vou logo preparar meus ouvidos... mas é o que penso!





Caco Pereira

AS inDEFINIÇÕES EM PATOS




O disse-me-disse da política, as conjecturas, as fofocas, enfim todos os ingredientes inerentes ao período eleitoral tomam conta da cidade de Patos nos últimos dias. Dois partidos roubam para si as atenções, PMDB e PSB. O primeiro em virtude de iminente apresentação do nome do Deputado Nabor Wanderley como pré-candidato da legenda à Prefeitura Municipal. O segundo em decorrência da indefinição quanto ao posicionamento no próximo pleito.

O PMDB parece apostar todas as fichas em Nabor que teoricamente tem mais chances de ser eleito, já que a prefeita Francisca Motta anda com a imagem bem desgastada e dificilmente conseguiria lograr êxito na disputa. No próximo dia 12 a pré-candidatura do deputado deverá ser anunciada, colocando fim em todas as especulações.

O que resta saber é se o ex-prefeito conseguirá registrar candidatura, já que o que mais se comenta nas ruas da Morada do Sol, é que Nabor enfrentará imensas dificuldades nesse processo em virtude de problemas de sua gestão quando prefeito de Patos. Seus aliados mais próximos dizem que não existe o menor impedimento e que Naborzinho será o nome do partido, e mais, que será o prefeito de Patos em 2017.

Já o PSB vive três situações distintas. Na primeira, pode lançar candidatura própria. Na segunda, compor chama com o PMDB e na terceira, sair em composição com PT e PCdoB.

O presidente estadual da legenda emitiu comunicado informando que essa decisão só será tomada após pesquisa. Na nota consideram-se apenas as duas primeiras possibilidades. Ou seja, candidatura ou composição com o PMDB.

O que acredito?

Nos últimos dias o PSB “dançou” mais que bêbado voltando pra casa depois da festa. Foi para um lado, foi para o outro, foi para frente, mas ainda não decidiu se anda sozinho, se abraça de vez o PMDB de Hugo Motta ou se cede aos flertes da esquerda.

 As evidências locais são de que o tal CAMPO DEMOCRÁTICO E POPULAR, composto por PSB, PT e PCdoB e que ainda tenta buscar PP e PDT pode acabar sendo realmente criado e colocar um pouco mais de fogo nessa disputa sempre muito polarizada.

Quanto ao que Edvaldo Rosas falou... Amanhã ele esquece. Eu conheço um caso mais ou menos assim.

O que penso?

Se o PSB PATOENSE optar por compor com o PMDB estará dando um enorme passo para se mostrar apenas um vassalo, um sustentáculo do poder alheio. É incoerente que o partido chame Hugo Motta de golpista por apoiar Cunha e Temer e depois resolva abraçar o pai do rapaz, juntar-se a ele na disputa pela prefeitura e esquecer de tudo o que aconteceu nos últimos meses em âmbito nacional.

Se compuser com o PT e PCdoB ou mesmo se mantiver candidatura própria, estará reafirmando suas origens e bandeiras de esquerda. Claro que as chances de vitória nas urnas parecem menores. Certamente terá uma disputa árdua, complicada, mas manterá na mente do povo de Patos, a ideia de que a ideologia do partido transforma-se em prática diária.
           
Obviamente tanto PT quanto PMDB querem o PSB em seu palanque. Não apenas por ser o partido do Rei, ops do Governador. Mas também por ter em Patos um vereador atuante, líderes respeitados na sociedade local e um enorme potencial de voto.
           
Seja qual for o resultado, a escolha do PSB poderá ser um fator de grande importância na decisão das eleições na Morada do Sol.

            Alheio a tudo isso, o deputado Dinaldinho Wanderley que também é pré-candidato a prefeito da cidade, segue realizando suas plenárias, prestando contas, espalhando notícias sobre seus projetos e proposituras, fazendo visitas e sendo acusado de campanha antecipada. Mas ele garante que não está em campanha. Está apenas informando suas ações parlamentares.

(carta dos presidentes do PT, PSB e PCdoB)
           
Bem, o que sei é que está marcado para quarta-feira (08) um encontro na Associação Comercial e Industrial de Patos, onde PT, PSB e PCdoB devem anunciar um possível desfecho das negociações entre os três.  Mas e a pesquisa que Edvaldo falou? Essa “pesquisa” é feita apenas com a “opinião” advinda de um certo Rei.





Caco Pereira